
“
O Moelas”,
é um dos bares mais antigos de Coimbra, situado na
Rua dos Coutinhos, na zona Alta da cidade (Sé Velha).
Fundado em Outubro de 1974, por Américo Machado Pessoa, é um dos locais mais frequentados pela classe estudantil.
Américo tem 61 anos e é natural de Cantanhede. Nos seus tempos livres
gosta de se dedicar à
agricultura.
A nível musical, prefere a
música portuguesa: desde o
fado à música popular, sem esquecer o folclore.
Confessa que não é grande apreciador de futebol, contudo é filiado no Clube União de Coimbra. Apesar disso, o seu
clube de eleição desde criança
é “o azul do Porto”.
Gosta de desporto. Especialmente de
ciclismo.
Embora já não frequente o cinema há muitos anos,
gosta de filmes. “Quando era mais novo gostava de filmes de acção”, diz Américo. Actualmente, quando passam filmes no pequeno ecrã e está em casa, conta que, por vezes, espreita e “perde tempo” a vê-los.
Elege a
água como sendo a sua bebida predilecta. No campo da política, explica que vai mais “
pela pessoa, do que pelo partido em si.”
Após o 25 de Abril de 1974 sentiu o seu posto de trabalho ameaçado e daí resolveu
fundar “O Moelas”, pois era uma garantia de emprego. (Desde muito novo (13 anos) esteve ligado ao ramo da hotelaria. Quando chegou à “Cidade dos Estudantes”, em 1973,
foi cozinheiro num restaurante.)
Américo, é proprietário d’ “O Moelas”, todavia
desempenha tarefas de todo o tipo: desde porteiro, a barman, passando pela limpeza do estabelecimento.
Desde logo frequentado por estudantes, “O Moelas” começou por ser um
café onde se vendia moelas (daí o nome “Moelas”). Era um dos locais de encontro dos jovens universitários, onde aproveitavam para meter a conversa em dia e beber “uns copos” à noite.

Refere que sempre lidou bem com a classe estudantil, pois “desde miúdo” que se relacionava com estes.
“Sinto-me bem” [a lidar com eles], acrescenta.
Expõe que o segredo para que o seu bar ainda permaneça aberto, após 35 anos da sua fundação, é o facto de
“ser uma casa familiar”.
Emocionado, Américo exprime que quando se reformar vai “
sentir falta do contacto humano com o consumidor… é o que vai doer mais”.
Por Sara Coimbra