segunda-feira, 21 de junho de 2010

Reportagem Santo António (de Lisboa)


Reportagem Santo António : http://www.youtube.com/watch?v=En-1VoclDeQ

Conhecido por santo casamenteiro, o Santo António é o padroeiro da cidade de Lisboa.
Na noite de Santo António a cidade não pára - há festa por todo o lado, as famosas marchas populares e os casamentos de Santo António.

"Ó noite de Santo António
Ó Lisboa de encantar
De alcachofras a florir
De foguetes a estourar
Enquanto os bairros cantarem
Enquanto houver arraiais
Enquanto houver Santo António
Lisboa não morre mais"

Amália Rodrigues - "Noite de Santo António"

Foto: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdrRkHkrd7AxMGYrydCo1DSHpXA3rz6OliaKZzon8DtCVKetSk15R_8QgG5rt8hTD58t4mDQo52SsMfO4SMY86SletX0Xduz4rfU14pAZEp6TfE75QcTFGp7f7a462IlVJTzPgWkWJ7W0/s400/santo_antonio.jpg



Por Sara Coimbra


segunda-feira, 14 de junho de 2010

WEB 2.0


O termo “Web 2.0” foi criado em 2004, pela empresa O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços. A Web 2.0, é uma versão mais humanista da Internet. Uma Internet feita por pessoas para as pessoas, isto é, permite a interacção das pessoas com o conteúdo, de forma a promover a inteligência colectiva. Permite níveis de interacção, partilha e troca de opiniões, até recentemente apenas possíveis offline.


O conteúdo dos sites sofreu um grande impacto com esta nova “versão” de internet, pois cada utilizador começou a ter a possibilidade de participar e organizar a informação. Mesmo quando o conteúdo não é gerado pelos visitantes pode ser enriquecido através de comentários, avaliação, ou personalização (Jornalismo Participativo).


A Web 2.0 teve um forte impacto na vida social, na medida em que promove a interacção dos utilizadores. A forma mais comum de socializar é usada para quebrar distâncias físicas através de conferências por webcam ou na partilha de imagens e fotos.


A utilização web como forma de comunicação tem vindo a aumentar e a criação de redes sociais permite que as pessoas se relacionem no mundo virtual ou até mesmo encontrar amizades perdidas (HI5 e MySpace).


Actualmente, muitos são os sites que permitem a participação dos seus utilizadores:

a) Youtube: permite a qualquer pessoa colocar vídeos;

b) MySpace: permite a qualquer pessoa ter um espaço virtual, interagir com outros utilizadores e é uma plataforma de lançamento para muitas b

andas;

c) Wikipedia: permiti a qualquer pessoa criar ou editar uma entrada numa enciclopédia em constante actualização;

d) Del.icio.us – local para arquivo e partilha de sites favoritos;

e) Digg – site composto por notícias encontradas pelos utilizadores e por eles sugeridas como de interesse / qualidade;

f) Flickr – site para partilha e pesquisa de fotografias tiradas pelos próprios utilizadores;

g) Twitter – site usado por pessoas em todo o mundo para informarem outras, sobre o que estão a fazer em cada momento.



No campo do jornalismo, a Web 2.0 trouxe grandes vantagens, nomeadamente com a criação do Jornalismo Participativo ou Jornalismo do Cidadão. Isto é, o utilizador deixa de ser um mero leitor/receptor e passa a poder ser também emissor. Na maioria dos jornais online, os leitores têm a possibilidade de fazer comentários a noticias e por vezes a colocar informação.



Entramos numa nova era. A era da Web 2.0.




Por Sara Coimbra



[Fotografias: http://www.img.lx.it.pt/~fp/cav/ano2006_2007/MERC/Trab_4/cavweb/images/web20.jpg
http://mentesbrilhantes.files.wordpress.com/2010/01/web20.jpg]

domingo, 6 de junho de 2010

Pessoa do Moelas: a servir desde 1974


“O Moelas”, é um dos bares mais antigos de Coimbra, situado na Rua dos Coutinhos, na zona Alta da cidade (Sé Velha). Fundado em Outubro de 1974, por Américo Machado Pessoa, é um dos locais mais frequentados pela classe estudantil.

Américo tem 61 anos e é natural de Cantanhede. Nos seus tempos livres gosta de se dedicar à agricultura.

A nível musical, prefere a música portuguesa: desde o fado à música popular, sem esquecer o folclore.

Confessa que não é grande apreciador de futebol, contudo é filiado no Clube União de Coimbra. Apesar disso, o seu clube de eleição desde criança é “o azul do Porto”.

Gosta de desporto. Especialmente de ciclismo.

Embora já não frequente o cinema há muitos anos, gosta de filmes. “Quando era mais novo gostava de filmes de acção”, diz Américo. Actualmente, quando passam filmes no pequeno ecrã e está em casa, conta que, por vezes, espreita e “perde tempo” a vê-los.

Elege a água como sendo a sua bebida predilecta. No campo da política, explica que vai mais “pela pessoa, do que pelo partido em si.”

Após o 25 de Abril de 1974 sentiu o seu posto de trabalho ameaçado e daí resolveu fundar “O Moelas”, pois era uma garantia de emprego. (Desde muito novo (13 anos) esteve ligado ao ramo da hotelaria. Quando chegou à “Cidade dos Estudantes”, em 1973, foi cozinheiro num restaurante.)

Américo, é proprietário d’ “O Moelas”, todavia desempenha tarefas de todo o tipo: desde porteiro, a barman, passando pela limpeza do estabelecimento.

Desde logo frequentado por estudantes, “O Moelas” começou por ser um café onde se vendia moelas (daí o nome “Moelas”). Era um dos locais de encontro dos jovens universitários, onde aproveitavam para meter a conversa em dia e beber “uns copos” à noite.

Refere que sempre lidou bem com a classe estudantil, pois “desde miúdo” que se relacionava com estes. “Sinto-me bem” [a lidar com eles], acrescenta.

Expõe que o segredo para que o seu bar ainda permaneça aberto, após 35 anos da sua fundação, é o facto de “ser uma casa familiar”.

Emocionado, Américo exprime que quando se reformar vai “sentir falta do contacto humano com o consumidor… é o que vai doer mais”.




Por Sara Coimbra

sábado, 5 de junho de 2010

Gustavo Lima alcança o nono lugar na terceira regata do Mundial


Gustavo Lima, velejador português, em equipa com o sul - africano Charles Nankin, foi o melhor português nos Mundiais da classe Star em vela, ao terminar a 3ª regata na nona posição.

Por sua vez e apesar do vento forte, Afonso Domingos e Frederico Pinheiro de Melo, mantiveram-se como a dupla portuguesa melhor classificada, ao obterem o 16º posto, permitindo-lhes assim acender ao 22º lugar. Já a equipa Patrick Monteiro de Barros/Bernardo Santos obteve o 60º posto.

A competição, constituída por um total de seis regatas, é agora liderada por uma equipa de britânicos, sendo seguidos por duas equipas: uma brasileira e uma norueguesa.

Estão em prova 20 países, representados por 73 equipas, no campeonato que decorre em mar aberto, perto da Ilha Rasa, ao largo da Praia de Copacabana, no Brasil, até 23 de Janeiro.



Fonte: http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1418553

Foto:http://3.bp.blogspot.com/_Mu03SUTNNY/SKNdmnhPRAI/AAAAAAAAAus/d3M_3J8cwGU/s400/Gustavo+Lima.jpg



Por Sara Coimbra

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Portugal alcança o 9º lugar no Mundial de Matraquilhos



A selecção portuguesa de matraquilhos conquistou o 9º lugar no Campeonato do Mundo que decorreu em Nantes, França, entre 5 e 10 de Janeiro.

Apesar dos poucos apoios e das mesas utilizadas no mundial não serem iguais às que existem em Portugal, Vítor Fonseca, seleccionador português, afirma: “Volto desta competição extremamente feliz e já voltei ao trabalho para que para o ano possamos fazer ainda melhor”. “Embora os resultados finais ainda não tenham sido anunciados pela International Table Soccer Federation (Federação Internacional de Matraquilhos), o desempenho da selecção foi positivo em todas as categorias que levámos à competição: júniores (com menos de 18 anos), séniores (maiores de 18), veteranos (mais de 51), femininos e individuais”, declara.

“À excepção dos séniores, todos passaram à fase de eliminatórias, mas como se
previa, foi impossível ir mais longe sem dominar as mesas”, disse o seleccionador.
“A selecção portuguesa foi a sensação do mundial”, acrescentou.

Mesmo antes da partida para o mundial, o seleccionador havia manifestado o seu receio em relação às mesas de jogo, explicando que a selecção ia “um pouco às escuras por causa do hábito à mesa tradicional, diferente daquela em que se joga no estrangeiro”. Os jogadores portugueses treinaram “apenas dois ou três meses nas mesas em que as outras equipas já jogavam há anos”, afirmou Vítor Fonseca.

Apesar disso, ou talvez por isso mesmo, “só se falava dos portugueses”: “Em termos de ‘fairplay’ fomos fenomenais e indicados pela Federação Internacional como exemplo, e em termos de desempenho de jogo saudados por todas as outras selecções”, contou o seleccionador.

O vice-presidente da Federação Portuguesa de Matraquilhos, Ricardo Vieira, proferiu que “o próximo passo será acentuar a reconversão das mesas de jogo, os principais obstáculos que a equipa teve que enfrentar”. Acrescentou ainda, que a Federação Portuguesa de Matraquilhos vai “procurar mais apoios públicos e privados porque nesse aspecto ainda temos algumas lacunas. Foi preciso um esforço muito grande para conseguir trazer esta selecção até aqui”.

André Mendes, bicampeão nacional de matraquilhos e 9º classificado na competição individual, foi a estrela da selecção portuguesa. “O balanço é muito positivo”, declarou, sublinhando que, “acima de tudo, a selecção aprendeu muito”. O atleta considera que “esta vitória é a prova de que os matraquilhos precisam de mais apoio e consideração”.


Fonte: http://desporto.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1417291
Foto: http://farm1.static.flickr.com/33/44650817_6695840307.jpg



Por Sara Coimbra

domingo, 23 de maio de 2010

Morreu o cantor Beto (explorar a lógica do breaking news)

Beto, cantor português de 43 anos, morreu esta madrugada, vítima de um acidente vascular cerebral, em Torres Vedras, disseram à agência Lusa fontes da editora Farol.

Nascido em 1967, em Peniche, o cantor fundou, em 1992, o grupo Tanimaria, que actuava frequentemente num bar em Lisboa.

Beto representou Portugal no Festival da OTI em 1998, com o tema "Quem Espera (Desespera)", tendo conseguido alcançar o 3.º lugar.

Em 2000 gravou um disco com a cantora Rita Guerra, dando origem ao álbum "Desencontros".

Três anos depois, em 2003, lança o seu primeiro álbum a solo – “Olhar em Frente”, que chegou a disco de platina.

As suas músicas ficaram conhecidas, pelo facto de serem usadas em telenovelas, como "Nunca Digas Adeus" ou "Tudo por Amor".

Em 2005 lançou o álbum "Influências" e voltou a alcançar o disco de platina com mais de 30 mil cópias vendidas, em seis meses.

No ano passado, a sua editora, a Farol, editou o disco “O Melhor de Beto”.


Por Sara Coimbra


Fontes:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1576662
http://aeiou.expresso.pt/morreu-o-cantor-beto-1967-2010=f584540

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entrevista a Fábio Amaral

“Acima de tudo nunca fico conformado, procuro sempre melhorar”, afirma
Fábio Amaral

Fábio Amaral, 20 anos é treinador de futsal no Ases de Leça Futebol Clube. Iniciou a carreira de treinador na presente época desportiva e confessa que sempre teve “um gosto especial na análise do jogo em si”.

Sara Coimbra (SC): O que o levou a ser treinador de futsal?
Fábio Amaral (FA): “Desde muito jovem que sempre tive a aspiração de ser treinador, sempre tive um gosto especial na análise do jogo em si, de dominar todos os aspectos do jogo, treino e conseguir liderar um grupo de atletas.”

SC: Para o ser, que cursos teve que tirar?
FM: “De forma a poder exercer a função de treinador de futsal, tive que tirar o curso de treinador de futsal nível 1 na Associação de Futebol do Porto. Este nível per-mite treinar qualquer escalão de formação e equipas seniores nas divisões distritais.”

SC: Qual é a sensação de ser treinador de futsal?
FA: “É uma mistura de emoções, mas por norma é uma sensação de alegria e entusiasmo. Sendo que também há a sensação de ansiedade e algum nervosismo, pois tentamos sempre dar o nosso melhor.”

SC: Que dificuldades encontra diariamente um treinador?
FA: “A maior dificuldade é conseguir sempre inovar, é uma procura constante de novos exercícios de treino que correspondam ou se adaptem às necessidades da equi-pa. A interacção com os jogadores também é um aspecto a ter em conta, pois acima de tudo não nos podemos esquecer que lideramos seres humanos com sentimentos e pro-blemas que afectam o seu rendimento dentro de campo.”

SC: Considera que ser treinador de futsal é uma tarefa desafiante? Porquê?
FA: “Óbvio! O treinador que não se sinta desafiado diariamente para melhorar em todos os aspectos técnico/tácticos é sinal que não está na profissão correcta. A von-tade de aprender, melhorar, liderar e superar-nos a nós mesmos é algo inerente a esta função.”

SC: O que sente quando o tratam por “mister”?
FA: “É uma sensação esquisita, pois é algo que não estamos habituados. Ainda para mais sempre estive do lado contrário e já nessa altura imaginava o que sentiria uma pessoa ao ser tratada por “mister”. Ao fim deste tempo, digamos que já me sinto habi-tuado e é algo que me dá gosto.”

SC: Como é treinar crianças?
FA: “É algo especial e ao mesmo tempo perigoso. Apesar de ser um objectivo meu começar a minha carreira nos escalões de formação, é sempre um desafio arrisca-do, pois nos escalões de formação o maior risco é conseguir conciliar a vertente despor-tiva com a humana. Não posso negar que procuro sempre a vitória, mas tenho que ter a consciência que estou a formar e a liderar as mentes do futuro e como tal a minha forma de interagir vai se reflectir neles mesmos.”

SC: Visto que treina pessoas tão novas, acha que é complicado transmitir-lhes certos ensinamentos?
FA: “Sem dúvida. São ainda mentes em formação e ainda com uma capacidade de “inteligência” a nível de jogo muito limitada, sendo que a nível de coordenação motora também têm algumas lacunas. O aspecto mais importante a ser incutido é o pen-samento, os jogadores nestas idades necessitam de conseguir pensar por eles mesmos, compreenderem os aspectos envolventes do jogo.”

SC:
O que sente quando ganha? E quando perde?
FA: “Quando ganhamos é obvio que me sinto feliz, mas nunca é tão linear. Pos-so ganhar e não me sentir completamente alegre quando sinto que a equipa não deu o seu melhor dentro de campo. O mesmo se passa quando perco, se sentir que a equipa se esforçou ao máximo a nível de empenho e vontade não posso exigir muito mais, e como tal sinto me aborrecido, mas não triste. Acima de tudo nunca fico conformado, procuro sempre melhorar.”

SC: É fácil controlar-se quando é derrotado?
FA: “É, apesar de ter um mau perder e ficar mal-humorado, não perco a calma, não há necessidade disso e acima de tudo tenho que dar exemplo aos meus atletas.”

SC: Quando verifica que os seus jogadores cometerem erros, “perde a cabe-ça”?
FA: “Apesar de não ser o ideal às vezes é inevitável, mas sempre mantendo o respeito pelos jogadores. Apesar de tentar sempre motivar os meus atletas, por vezes faço alguma crítica mais dura em vez de construtiva.”

SC:
Quais são as suas expectativas para o seu futuro a nível profissional?
FA: “O mercado português trás poucas oportunidades, mas gostaria de no futuro poder vir a treinar seniores. Gostava de me manter nos escalões de formação durante mais alguns anos e depois poder avançar para novas oportunidades, como por exemplo liderar uma equipa da 1ª divisão nacional. Contudo o maior sonho é treinar a Selecção Nacional, pois liderar a nata dos atletas portugueses deve ser algo indescritível.”

SC:
Em que clubes gostaria de treinar? E que escalões?
FA: “É pouco ético referir nomes de clubes, ainda para mais estando neste momento ligado a um. Mas tendo em conta o meu clubismo, gostaria de um dia poder treinar o Salgueiros no escalão de seniores.”

SC: Que mensagem deixaria para os jovens que gostariam de ser treinado-res de futebol?
FA: “Que sigam os seus sonhos e se apliquem ao máximo, pois há sempre alguém melhor do que nós e necessitamos sempre de melhorar e trabalhar para nos man-termos actualizados.”


Por Sara Coimbra

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Salas Esgotadas

Um dos factos mais curiosos que se regista no Ensino Superior em Portugal, ocorre nas últimas semanas de cada semestre. A afluência de estudantes às aulas é tanta que, para além dos docentes, os próprios colegas ficam boquiabertos.

De salientar é o facto dos discentes que raramente aparecem nas aulas (porém, são dos que mais participam em actividades "extra curriculares") se sentarem nas primeiras filas. Não! Não há sessões de cinema nas últimas aulas, têm é de fazer por "apanhar" as melhores pipocas (leia-se: notas). Não que, para isso, tenham necessariamente de informar os professores que estão vivos, ou muito menos desejar-lhes "boas férias".

Quiçá, o verdadeiro motivo destas inesperadas aparições seja passar uma "olhadela" pelos apontamentos dos outros camaradas, referentes às aulas que, por motivos alheios, não puderam estar presentes...Isto porque se aproximam as frequências, entregas e apresentações de trabalhos.

É claro que os professores têm o cuidado de deixar materiais de apoio na reprografia da escola e na plataforma do curso, disponível na internet, mas não há nada como os "verdadeiros" apontamentos. Os verdadeiros apontamentos que têm aquelas palavrinhas "mágicas" (estilo abracadabra), com a password para fazerem as cadeiras.

Apesar deste "árduo" esforço, a inteligência não abrange todos os que utilizam este fantástico método ... mas o importante é não desanimar, pois há sempre a época de recurso, ou voltam a ver o mesmo filme no ano seguinte!




Por Sara Coimbra


(Crónica realizada no âmbito da cadeira de Jornalismo de Imprensa)

domingo, 2 de maio de 2010

Tradição continua acesa

Estudantes de Erasmus, turistas, portugueses, jovens, idosos, todos se dirigem ao "Diligênicia Bar", localizado na Rua Nova, na cidade de Coimbra.

Fundada em 1972, esta Casa de Fados é um dos "ex-líbris" da noite Coimbrã.

Fado de Lisboa, fado de Coimbra e até canções tradicionais ao vivo é possível ouvir nesta casa todas as noites, a partir das 22horas.

As luzes apagam-se, ligam-se as velas, enchem-se os copos, o cheiro da comida mistura-se com o cheiro do tabaco e está na hora, na hora do silêncio, pois vai-se cantar o fado.

O fadista inicia mais uma noite com um tema de Zeca Afonso, pedindo a ajuda do público, pois segundo o próprio "o ar condicionado sabe bem, mas ataca a garganta".

Com o passar do tempo, a pequena sala vai enchendo, podendo ouvir-se entre a música, brindes de amigos. "Quem souber pode cantar", expressa o fadista, enquanto toca viola.

"O próximo tema está relacionado com esta casa, pois esta está ligada à esquerda", afirma o cantor. "Comandante Che Guevara", ajuda o público cantando o refrão, enquanto o fadista mostra os seus dotes, tocando realejo.

Mais uma música e mais um copo. Pausa para intervalo. Um café, um uísque e mais um cigarro. A animação inicia-se novamente pela noite a dentro, pois esta ainda é uma criança.



Sara Coimbra
Comunicação Social - 2º ano



(Notícia realizada para a cadeira de Jornalismo de Imprensa)